Crise dos opioides nos EUA pode agravar problema do subtratamento no país, onde cerca de 77 milhões de pessoas sofrem com dores crônicas e outras milhões com episódios agudos.

RIO – Sinal de alerta fundamental do corpo para indicar que algo está errado, a dor também pode se transformar de sintoma em doença, com suas vítimas vivendo anos, ou mesmo décadas, em sofrimento. Mas, seja aguda ou crônica, muitos pacientes com dor em boa parte do mundo não recebem o tratamento adequado para aliviar sua aflição, correndo o risco de desenvolver outros males físicos e psicológicos, como ansiedade e depressão, que podem levar até ao suicídio.

Situação em que se enquadra o Brasil, onde o subtratamento da dor é um problema histórico e tende a se agravar diante da crise envolvendo o abuso de remédios opioides nos EUA e outros países desenvolvidos. Aqui, o medo e a desinformação tanto da parte de pacientes quanto de médicos e profissionais de saúde com relação a esses medicamentos — entre as principais ferramentas de combate à dor disponíveis —, aliados à burocracia para sua prescrição e o desconhecimento de intervenções eficazes, alternativas ou não ao seu uso, estão por trás deste subtratamento.

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